


Oração da Mãe Menininha
(Dorival Caymmi)
Ai! minha mãe
minha ‘’mãe menininha’’
ai! minha ‘’mãe
menininha’’ do Gantois
- a estrela mais linda, hein?
- tá no Gantois
- a beleza do mundo, hein?
- tá no Gantois
- e a mão doçura, hein?
- tá no Gantois
- o consolo da gente, ai?
- ta no Gantois
- a oxum mais bonita, hein
- ta no gantoi
Olorum que mandou
essa filha de oxum
toma conta da gente
e de tudo cuida
Olorum que mandô-ê-ô
ora-iê-iê-ô.

Outro tipo de mulher nua
Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade - emocionalmente. Nudez pode ter um significado diferente. Muito mais intenso é assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história.
É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente. Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos - aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana. Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.
Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expôr nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior. Mas é o que devemos continuar fazendo. Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro.
Não conheço strip-tease mais sedutor.
Martha Medeiros

Grandes e pequenas mulheres
Há mulheres de todos os gêneros. Histéricas, batalhadoras, frescas, profissionais, chatas, inteligentes, gostosas, parasitas, sensacionais. Mulheres de origens diversas, de idades várias, mulheres de posses ou de grana curta. Mulheres de tudo quanto é jeito. Mas se eu fosse homem prestaria atenção apenas num quesito: se a mulher é do tipo que puxa pra cima ou se é do tipo que empurra pra baixo.
Dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher. Meia-verdade. Ele pode ser grande estando sozinho também. Mas com uma mulher xarope ele não vai chegar a lugar algum.
Mulher que puxa pra cima é mulher que aposta nas decisões do cara, que não fica telefonando pro escritório toda hora, que tem a profissão dela, que o apóia quando ele diz que vai pedir demissão por questões éticas e que confia que vai dar tudo certo.
Mulher que empurra pra baixo é a que põe minhoca na cabeça dele sobre os seus colegas, a que tem acessos de carência bem na hora que ele tem que entrar numa reunião, a que não avaliza nenhuma mudança que ele propõe, a que quer manter tudo como está.
Mulher que puxa pra cima é a que dá uns toques na hora de ele se vestir, a que não perturba com questões menores, a que incentiva o marido a procurar os amigos, a que separa matérias de revista que possam interessá-lo, a que indica livros, a que faz amor com vontade.
Mulher que empurra pra baixo é a que reclama do salário dele, a que não acredita que ele tenha taco pra assumir uma promoção, a que acha que viajar é despesa e não investimento, a que tem ciúmes da secretária.
Mulher que puxa pra cima é a que dá conselhos e não palpite, a que acompanha nas festas e nas roubadas, a que tem bom humor.
Mulher que empurra pra baixo é a que debocha dos defeitos dele em rodinhas de amigos e que não acredita que ele vá mais longe do que já foi.
Se por trás de todo grande homem existe uma grande mulher, então vale o inverso também: por trás de um pequeno homem talvez exista uma mulherzinha de nada.
Martha Medeiros


Leia..meu Eu..bju...bju bju...
"Eu triste sou calada
Eu brava sou estúpida
Eu lúcida sou chata
Eu gata sou esperta
Eu cega sou vidente
Eu carente sou insana
Eu malandra sou fresca
Eu seca sou vazia
Eu fria sou distante
Eu quente sou oleosa
Eu prosa sou tantas
Eu santa sou gelada
Eu salgada sou crua
Eu pura sou tentada
Eu sentada sou alta
Eu jovem sou donzela
Eu bela sou fútil
Eu útil sou boa
Eu à toa sou tua."
Martha Medeiros

Amar...


John Nash e Alicia Larde
O matemático John Nash, aos 21 anos de idade, formulou um teorema que provou sua genialidade. Nove anos depois, ele foi diagnosticado como esquizofrênico, mesmo assim, ganhou o Prêmio Nobel.
Alicia foi aluna de Nash e se apaixonou pela genialidade e mistérios que envolvia a vida do professor.
Durante o namoro e casamento, o casal enfrentou diversos problemas devido aos distúrbios psicológicos de Nash, seus delírios, alucinações e efeitos causados pelos remédios.
Mesmo com todas as dificuldades, Alicia teve um filho e conseguiu ajudar o marido a superar todos os problemas para continuar trabalhando e pesquisando. Nash conseguiu superar os efeitos causados pela doença e ajudou a cuidar da família.
A história de Nash deu origem ao filme “Uma mente brilhante” (A Beautifull Mind).

Chopin e George Sand (pseudônimo)
Fréderick François Chopin, músico e compositor polonês, viveu durante nove anos com a escritora e feminista francesa George Sand. Um romance um tanto tumultuado, pois possuíam personalidades opostas. Ele, era sonhador, introspecto, frágil e delicado, enquanto ela era impulsiva, ativista e gostava de se vestir com trajes masculinos.
Ela, porém, além de sua companheira, foi uma grande incentivadora de seu trabalho, apoiando-o e ajudando-o em muitos momentos em que ele se encontrava em dificuldades.
Ele a admirava por sua personalidade forte e força de espírito. Eram cúmplices em tudo e esse amor foi tão forte que, quando, de uma crise mais séria do casal, deu-se a separação, Chopin, já debilitado pela tuberculose, deixou-se morrer, desgostoso.

Shah Jahan e Mumtaz Mahal (origem do palácio Taj Mahal)
O príncipe persa Shah Jahan era muito poderoso e namorador. Ele tinha um harém: mais de trezentas moças à disposição. A cada noite ele escolhia uma mulher diferente para namorar.
Certo dia, quando estava com 21 anos, ele conheceu e se apaixonou por uma das jovens do harém, chamada Arjumand Begum. Depois disso, nenhuma das outras moças parecia fazê-lo feliz. O príncipe não queria mais ninguém, somente Arjumand.
Shah Jahan e a bela moça se casaram em 1612, época em que o imperador a rebatizou de Mumtaz Mahal (A eleita do palácio). O casal teve 13 filhos, mas quando o 14º filho nasceu, ela não suportou as dores do parto e morreu.
O príncipe se desesperou e quase morreu também, de tristeza e desgosto.
Para abrigar o corpo de sua amada, ele decidiu construir um palácio. Ele convidou os maiores artistas e arquitetos dos impérios persa e mongol, encomendou mármore fino e branco das pedreiras locais, jade e cristal da China, turquesa do Tibet, lápis lazulis do Afeganistão, ágatas do Yemen, safiras do Ceilão, ametistas da Pérsia, corais da Arábia Saudita, quartzo dos Himalaias e âmbar do Oceano Índico.
Surge assim o Taj Mahal, construído entre 1631 e 1648, sendo que “Taj” significa coroa e “Mahal” significa lugar.
Posteriormente, o imperador foi sepultado ao lado de sua esposa, sendo esta a única quebra na perfeita simetria de todo o complexo do Taj Mahal.
Após quase quatro séculos, milhões de visitantes continuam a visitar o mausoléu localizado em Agra, na Índia. As pessoas continuam a reter a aura romântica do lugar e a admirar a maior prova material de um amor verdadeiro.
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Adivinha o quanto gosto de ti
Já pensei dar-te uma flor,
Com um bilhete, mas nem sei o que escrever,
Sinto as pernas a tremer quando sorris para mim,
Quando deixo de te ver...
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
E é tão bom viver assim...
Ando a ver se me decido,
Como te vou dizer,
Como hei de te contar,
Até já fiz um avião com um papel azul,
Mas voou da minha mão...
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.
Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
E é tão bom viver assim...
Quantas vezes parei à tua porta?
Quantas vezes nem olhaste para mim?
Quantas vezes eu pedi que adivinhasses,
Quanto é que eu gosto de ti?
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto,
E é tão bom viver assim...(AS)

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